"living is easy with eyes closed..."

NEM TÃO ÀS MOSCAS ASSIM...

2008-06-14 11:49

Esse blog ficou jogado às moscas no último mês. Ainda bem que as gostosas ainda garantem alguma audiência, hehehe. Well, os motivos para essa ausência foram vários, desde o default (muito trabalho e estudo) até os variáveis (uma entorse no joelho que me deixou de muletas e com a perna esticada umas boas duas semanas). Porém, alguma coisa deu pra produzir nesse tempo. Segue abaixo uma colaboração minha no blog da patroa, sobre o Sex and the City:

Confesso que quando vi a estréia da série Sex and the City no Multishow, em 2002, eu estava mais interessado no "sex" do que na cidade. Por isso me decepcionei. Primeiro porque as protagonistas nem são tão belas assim. Segundo porque todo aquele falatório não valia a pena por alguns peitos e bundas. Com certeza, pensei, aquela não era uma série para homens.

Passou o tempo e eu comecei a namorar uma mulher diferente de todas que eu tinha conhecido até então. Nossos gostos culturais eram similares, assim como quase todos os outros. Aquela jornalista que arrebatou meu coração só tinha um defeito: não curtia Friends. Inconformado com a situação, fiz a proposta de me comprometer em ver as temporadas de SATC que ela tinha em casa em troca de ela dar mais uma chance ao sexteto do Central Perk. Eis então que ocorreram duas reviravoltas que determinaram nossa vida desde então: ela se apaixonou por Friends, eu me apaixonei por Sex and the City (eu e ela já estávamos apaixonados àquela altura do campeonato).

Aquela primeira impressão foi por água abaixo. SATC é bem mais do que apenas "sex". Ele está presente, mas no mesmo nível dos sapatos do tal Manolo. É uma enciclopédia feminina para homens. Todos os tipos de mulheres estão lá elencados, assim como suas idiossincrasias e aquelas coisas que elas fazem que nós, homens, estamos carecas de não entender de jeito nenhum.

O seriado abriu meus olhos para a mudança que as mulheres da nossa geração estão protagonizando. Hoje elas têm outras prioridades, bem diferentes das que estávamos acostumados quando começamos a descobrir peitinhos adolescentes e achávamos que ainda mandávamos no mundo. Aquela balela de "sexo frágil" é tão século passado que hoje serve mais para nós, homens, que pra elas. SATC retrata muito bem essa mudança de postura, mas de um jeito que passa longe do feminismo incinerante. Vendo as tentativas frustradas de Carrie&Cia. de serem felizes no amor e na vida prática podemos entender a angústia delas frente à essa evolução de costumes. A tão sonhada igualdade entre homens e mulheres está pegando todos nós de surpresa, e é por isso que elas, assim como nós, ainda não sabem o que fazer em certas situações.

Mas nós, homens, temos a vantagem de ter esse seriado como um aliado para ver o que acontece dentro do banheiro feminino. Claro que ainda existirão machistas idiotas que acharão SATC uma bobagem de mulherzinha, mas eu prefiro não ser assim. Prefiro estar do lado delas, entendê-las, agradá-las e protegê-las nas poucas vezes que elas ainda precisarem da ajuda de um homem. No meu caso está dando certo, pois ainda estou com a minha jornalista. Se a Camila ainda não me mandou passear é porque eu devo ter alguma coisa de Aidan, Steve, Big, Jerrod ou Harry. E quando ela tomar o mundo de assalto junto com suas companheiras de gênero, eu quero mais é não ficar pra trás. Os machistas que sobrarem podem ficar apreciando a Mulher Melancia sozinhos.

 

Queridos leitores, assim que essa fase acabar, prometo retomar as atividades normais desse blog. Enquanto isso, divirtam-se com os posts antigos. Tem bastante coisa legal por lá.

Até a volta!

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